sábado, 14 de março de 2009

Que torcida é essa?

Por Thaís Pires

Ontem me deparei com uma cena que me chocou, no sentido de que senti pena de quem acho que foi injustiçado. Fui assistir ao jogo do Tupi X Rio Branco, pelo Campeonato Mineiro, aqui mesmo em Juiz de Fora. Infelizmente o Tupi perdeu o jogo de 1 a 0. É claro que todo tercedor não gosta que seu time perca, mas é um exagero xingar e vaiair seu próprio time, só porque ele não acertou dessa vez. Então, com tanta gente "em cima" do treinador do time juizforano, ele como humano que é e erra, se exaltou a ponto de fazer gesto obseno para alguns torcedores. Ao fim do jogo, o torcedor que se sentiu ofendido com a atitude do técnico Amaral, resolveu fazer um escandalo, xingando ainda mais, gritando e exigindo respeito. Agora, como pode esse homem exigir respeito se ele nem ao menos respeitou quem estava ali em campo fazendo seu trabalho.


É claro que um time de futebol tem obrigação com sua torcida de fazer o melhor possível, de levar a sério cada jogo e ter como objetivo sempre, a vitória. Porém, ninguém é sempre o melhor em tudo, todo mundo perde ou ganha, se está bem ou se está mal. Então, acho que uma torcida de futebol deve sempre gostar de seu time, motivá-lo em qualquer situação.


Enfim, o treinador pediu desculpa pelo que fez e quem passou vergonha e "saiu" como errado da história, foi o torcedor (desculpe pelo termo) ignorante, que com certeza vai continuar indo aos jogos e em outra situação como essa, fará a mesma coisa.

quarta-feira, 11 de março de 2009

E depois?

Por Isabel Miranda

Meus caros leitores, o que acontece quando 30% dos ônibus param de funcionar? Essa é uma pergunta simples, respondida com destreza pelos jornais e presente na ponta da língua de muitos trabalhadores e estudantes. Quem se cansa de esperar prefere gastar a sola do sapato ao invés da paciência. Há também o aumento dos carros e dos “caroneiros” nas ruas. É neste momento que estudantes e trabalhadores se transformam em revolucionários fazendo grandes promessas e reclamações. Mas o que acontece quando os ônibus voltam a funcionar normalmente?

Já pararam para pensar nesta resposta? A cidade volta ao normal e o espírito jovem e progressista, antes vivo, adormece em todos nós quando acreditamos que o problema foi resolvido. E foi mesmo? É só sair dos jornais e parar os murmúrios nas faculdades que cruzamos os braços e aceitamos a realidade do transporte público que usamos.

Não vamos falar aqui das condições físicas desses veículos, embora muitos casos precisem ser denunciados pela sociedade. O enfoque desta discussão será a superlotação enfrentada pelas linhas Tusmil via Universidade no turno da manhã, quando os estudantes estão indo para as aulas. Falarei das minhas observações neste campo com a experiência de estudante da Federal por dois anos e também como passageira desta linha pelo mesmo período.

O ponto de ônibus que fica em frente ao hospital Ascomcer é uma das últimas paradas para a UFJF. Imaginem então a cena, ou melhor, recordem-na: estudantes em pé colados uns nos outros, livros sob os colos, pés sobre os degraus, portas fechando mochilas, pessoas ficando para trás nos pontos por causa da superlotação e até mesmo quando há saída de passageiros deixando a frente do ônibus vazia. (ah como queríamos ouvir neste momento o “um passinho pra frente faz favor” do trocador, mas isso raramente acontece).

O que pedimos (se pedíssemos...) não é o ar condicionado presente nos veículos das linhas amarelas que circulam pelo Bom Pastor, mas o direito de irmos sentados até nossos destinos, ou pelo menos, dignamente em pé.

terça-feira, 10 de março de 2009

A culpa é de quem??

Por Camila Lima

Inaugurando as postagens que deverão acontecer durante todo o semestre nesse blog, venho dar minha opinião acerca de um acontecimento recente e que atrapalhou o dia de muita gente: a greve de motoristas e cobradores de ônibus urbanos!
Deflagrada à meia-noite do dia 9 de março, a greve visou o aumento das passagens de ônibus. De um lado, motoristas e cobradores manifestavam por reajuste salarial, manutenção de tíquete refeição e plano de saúde. Do outro, empresas que alegam crise financeira devido ao baixo preço das passagens de ônibus. Juntam-se esses dois lados em um só, reivindicando unidos, e surge, ainda, um outro lado, que é o Poder Executivo que não concede o tal aumento de passagens. A Prefeitura alega ter as mãos atadas, visto que necessita de autorização do Judiciário para que o aumento seja concedido. O Judiciário não diz nada: a Justiça é cega, surda e muda!

E a culpa, é de quem?? Quem paga e sofre as conseqüências é a sociedade, pessoas que dependem do transporte público para irem trabalhar, estudar, cuidar da saúde... E entre essas pessoas existem homens, mulheres, jovens, crianças, idosos, grávidas, deficientes... Pessoas que, pela ausência de ônibus e dificuldade em pagar a corrida de um táxi, tiveram que percorrer longas distâncias andando ou aguardar, por mais de sete horas ininterruptas, até que os ônibus voltassem a circular.
Cabe lembrar que não venho questionar a legalidade, ou não, da greve. Motoristas e cobradores têm, sim, o direito de manifestar!! Mas o acordo seria de manter, pelo menos, 30% do serviço na ativa, fato que deixou de ocorrer a partir de meio-dia, quando o setor parou.
O dilema das passagens de ônibus em Juiz de Fora começou quando, em abril passado, a Polícia Federal deflagrou a Operação Pasárgada, cujo alvo era liberação irregular de recursos do Fundo de Participação dos Municípios. Durante a operação, muitas pessoas foram presas, entre elas o ex-prefeito da cidade. Em um DVD que foi apreendido no gabinete da Prefeitura, a prova mais do que clara: Bejani combinava com os donos de empresas de ônibus que, para cada centavo aumentado no preço da passagem, as empresas pagariam a ele uma quantia exorbitante, além de receber, também, o valor bruto arrecadado pelas empresas no primeiro dia de circulação com o novo valor.
Depois de desmantelado todo esse esquema, o Judiciário ordenou que as passagens, que na era Bejani chegaram a ser cobradas no valor de R$1,75, voltassem a ser cobradas no valor de R$1,55, fator que, segundo as empresas, gerou uma crise.
E o que acontece agora? A sociedade, entregue à sorte de um prefeito corrupto, paga pelos fatos aos quais não deu causa. Um absurdo!!!
Mas absurdo maior consiste no fato de o Senhor Carlos Alberto Bejani permanecer livre, provavelmente transitando em seu carro (que deve ter ar condicionado), sem ser atingido diretamente pela greve que, a meu ver, ele deu causa.



segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Aprendendo a viver sozinha!



por Débora Lemos e Gabriela de Carvalho


Paula Bottoni é petropolitana, nascida na Região Serrana do estado do Rio de Janeiro, e há um ano se mudou para Juiz de Fora, onde recomeçou a faculdade de economia e começou a estagiar na área. Aos 18 anos, Paula passou no vestibular da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro(UFRRJ) para o curso de economia, porém o campus que se encontra em Três Rios dificultava sua vida, com idas e vindas todos os dias de uma cidade para outra. Foi então que Paula teve a coragem de jogar tudo pro alto e tentar o vestibular mais uma vez, dessa vez para a Universidade Federal de Juiz de Fora(UFJF). Paula foi aprovada e desde o começo do ano letivo de 2008 mora em outra cidade, longe dos pais e amigos.
Paula, Você tá no 2º período da faculdade de Economia. Hoje você sente que fez a escolha certa do curso? Você se sente no lugar certo?
A minha escolha foi bem certeira, pois não me vejo fazendo outro curso,acho muito interessante as áreas em que posso trabalhar; Como a faculdade é federal e possui um ótimo curso de economia, com varias aprovações, me sinto no lugar certo.
E quando você não está na faculdade. O que você faz?
Faço estagio, e curso de Inglês.
Por que você começou a trabalhar?
Hoje em dia não basta ter apenas um currículo e ensino superior, é preciso ter experiência na sua área e cursos para aprimorar sua carreira.
Você acha que este trabalho vai te ajudar profissionalmente?
Tenho certeza que sim, afinal trabalho analisando mercado da empresa.
Com esse mercado de trabalho super concorrido, você tem medo de se formar e não conseguir o trabalho que deseja?
Tenho medo sim, mas acho que quando somos determinados conseguimos algo, nem sempre o esperado, mas pelo menos um começo.
Como você faz para conciliar faculdade, trabalho e lazer?
No inicio do estagio foi meio complicado, mas procuro sempre organizar a matéria e não deixar acumular, assim consigo me divertir também.
Você acha importante para o jovem, hoje, se tornar independente financeiramente de seus pais?
A importância é que seus pais não são pra sempre e poder tomar suas atitudes sem depender de outros e bem satisfatório.
Onde você se vê em 10 anos?
Fazendo consultoria para uma multinacional.
Quais são os seus hobbies?
Dançar, curtir minha família e meus amigos.
Um pequeno prazer que para você é muito grande.
Ficar com meus amigos
Algo em que você é completamente incompetente.
Completamente incompetente não sei, mas diria que não sou muito fã de cozinhar.
Se você fosse milionária, qual seria sua obra beneficente?
Eu teria uma ONG para ajudar crianças que sofrem maus tratos.
Uma palavra ou expressão que você ama.
Irmã
Uma palavra ou expressão que você odeia.
Seborréia
O final do ano está chegando. Você sente que esse ano teve um balanço positivo ou negativo na sua vida? Por que?
Positivo, pois iniciei uma nova faculdade, conheci pessoas novas, comecei um estágio importante, aprendi a me virar sozinha.
Quais são seus propósitos para o Ano Novo.
Pretendo continuar a faculdade, meu estagio, fazer novos cursos e ser sempre feliz.

sábado, 29 de novembro de 2008

Fábio Vargas: do professor ao músico, passando pelo advogado!

Por Betânia Barros e Camila Lima

Sexta-feira, 18h50.



- Ô gente, deixa eu dar aula, não faz isso comigo não...



Um sorriso singelo, uma simpatia cativante e um bom humor que espantam qualquer tristeza. É dessa maneira que Fábio de Oliveira Vargas, o professor Fábio, dá suas aulas às terças e sextas-feiras no quinto período de uma faculdade de Direito de Juiz de Fora.


Com uma beleza e um jeitinho que chamam a atenção de muitas alunas, Fábio vem ensinando as novas tendências jurídicas na área familiar, tomando por base, sobretudo, as decisões do Tribunal do Rio Grande do Sul, onde nota-se o maior avanço do Direito brasileiro na área afetiva.


Quando chegou o momento de escolher qual profissão seguir, Fábio havia se preparado para o vestibular de Informática, mas na última hora optou por fazer Direito e hoje é um dos referenciais em Direito de Família na cidade. Professor da disciplina em algumas faculdades, é também coordenador de um curso de Pós-Graduação em Direito de Família e advogado especialista na área.


Paralelamente às carreiras de cunho jurídico, Fábio é integrante de uma banda, na qual toca violão e é vocalista. A banda CTRL C surgiu depois que o professor já havia montado várias outras bandas, mas nenhuma chegou a tocar profissionalmente. “Montei a banda porque tocando é a única hora em que me sinto eu mesmo”, declara. A CTRL C conta ainda com Fly na bateria, Caio no baixo e nos vocais e Rodrigo, que também dá uma força nos vocais e toca guitarra.


A afinidade com o violão foi descoberta há aproximadamente oito anos, nos idos do ano 2000, e a preferência musical é o rock: “indie rock, pra ser exato”, declara.


Por ter certa preferência pelo magistério, dentre todas as atividades que desempenha, Fábio passa a maior parte do seu tempo nas salas de aula: “adoro o contato com as pessoas”, diz ele. Além disso, durante 10 anos de sua vida se dedicou a dar aulas de Português em um cursinho da cidade.


Além da música e do magistério, uma outra paixão do professor são seus peixes, tanto que o hobby dele é o seu aquário. Entre os livros, seu preferido é “As Brumas de Avalon”.


Fábio Vargas é o filho único da dona Vera e do seu José Heleno, que veio completar a família na virada do ano de 1976, tendo nascido no dia 31 de dezembro. O professor, que não pratica nenhuma religião, diz acreditar em uma força superior que rege o mundo e se define como um cara tranqüilo e apaixonado pelo que faz.


A vida resiste à morte

Por Luiza Medeiros e Renata Delage
Maria Isete de Jesus Oliveira é uma senhora de 90 anos. É viúva, tem sete filhos e dezesseis netos. Nascida em uma pequena cidade chamada Rio Novo, no estado de Minas Gerais, casou-se aos vinte e um anos. Foi dona-de-casa a vida toda. Católica, tinha uma vida pacata de interior junto à família.
Porém, no dia 23 de junho de 1997, sua vida mudou para sempre. Maria teve uma parada cardiorrespiratória e vivenciou, segundo ela, uma experiência de quase morte (EQM): “Conseguia ver os médicos tentando animar meu corpo”.
O EQM é muito estudado por especialistas de todo o mundo. São muitos os que dizem ter vivido tal experiência. Caracteriza-se pelo relato de pacientes, em estados terminais ou graves, que afirmam ter vivenciado a morte por alguns momentos.
“Depois de ver meu corpo no hospital, senti que flutuava em um túnel muito grande. Escutei uma música suave e vi bem distante uma luz, uma claridade forte”, afirmou a senhora, ao ressaltar a imensa sensação de paz que sentiu.
Maria ficou alguns segundos sem respirar e seu coração parou de bater. Mas, por razões até então inexplicáveis, a senhora recobrou a vida: “Acordei de repente, como se tivesse levado um susto. Senti bastante falta de ar”.
Devota, a senhora diz que sentiu a presença divina naqueles poucos segundos que pareceram horas. “Tenho muita fé em Nossa Senhora Aparecida e sei que vou encontrar ela um dia”, diz Dona Maria, que acredita em explicações religiosas para o fato.
Hoje, Maria Isete vive com a filha mais velha, em Coronel Pacheco, Minas Gerais. Ao ser indagada se tem medo da morte, a senhora sorri e diz: “De maneira nenhuma, minhas filhas!”.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Felipe, o jovem talento tricolor

Por Giovana Matias e Isabel Miranda


Já passava das 22h quando Felipe entrou na sala de bate-papo para nos conceder essa entrevista. Após um dia inteiro de correria e treinamento pesado, o jogador da
Fluminense de 20 anos se prepara para o grande jogo de sábado, quando sua equipe enfrentará o Flamengo em partida válida pelas quartas de final da Taça Otávio Pinto Guimarães.
Felipe começou a jogar bola bem cedo na escolinha do Operário, time da sua cidade natal,
Cataguases. Ele alternava os treinos de futebol com a escola e garante que sempre foi bom aluno.
Seu pai, Renan sempre incentivou o garoto a jogar futebol e em 2001 quando o time do Cruzeiro quis levar seu filho para jogar nas divisões de base do clube ele foi o primeiro e dizer que sim. Mas sua mãe, Mirian, não gostou da história e proibiu o filho de ir morar fora de casa tão cedo. Mas foi aos 13 anos, quando o time do Operário disputava um torneio contra times grandes como Fluminense e Cruzeiro, que os olheiros do tricolor das Laranjeiras ficaram encantados com o futebol de Felipe e ele foi convidado para fazer parte do elenco do grupo carioca. Depois de muitas negociações o menino de Cataguases foi morar sozinho em Xerém, distrito de Duque de Caxias, onde fica localizado o Centro de Treinamento do Fluminense, e até hoje deu muitas alegrias para Dona Mirian.

TB:Como foi largar a família e enfrentar uma cidade como o Rio de Janeiro tão cedo?
Felipe:
No começo era difícil e a psicóloga conversava muito comigo, mas eu tinha muito medo que ela contasse o que eu estava passando para o meu treinador ou para os dirigentes do clube. Muitas vezes eu chorei sozinho e não tinha com quem conversar. Mas isso tudo me deu muita garra pra me dedicar nos treinos e me sair bem nos campeonatos.

TB: O Fluminense sempre foi seu time do coração?
Felipe:
Bem, (risos) minha família é flamenguista, mas quando você começa a jogar por um clube desde pequeno e lá você tem todo o apoio, você pega amor pela camisa. Além do mais você passa a viver o outro lado da história. Deixo a torcida para a minha família. O futebol agora é minha profissão.

TB: Como você lida com o assédio dos torcedores, principalmente das fãs?
Felipe:
Isso é complicado. Jogador tem o estigma de ser mulherengo e isso não é atoa. A maioria é. Mas eu não sou assim. As mulheres dão em cima mesmo e você precisa saber diferenciar quem é quem nessa história. Eu atendo os pedidos de autógrafos numa boa, tiro fotos. Algumas pedem telefone e já até conseguiram, mas aí mudei de número. Mas eu ainda não sou famoso, mas por aí já dá para você ver como é grande o assédio aos jogadores de futebol.

TB: Alguma já passou dos limites?
Felipe:
Não.

TB: Como foi jogar no Maracanã pela primeira vez?
Felipe:
Eu já tinha jogado no Maracanã antes de ser profissional. Foi numa final do Campeonato Carioca, pelo time juvenil. A sensação é inexplicável. Mas quando se joga pelo time profissional a paixão da torcida te contagia. Ver seu nome no telão do estádio também é uma outra sensação maravilhosa. Infelizmente ainda não marquei um gol lá. Quem sabe em 2009?

TB: E quais são seus planos pra 2009?
Felipe:
Como meu contrato com o clube só vence em 2010, minha intenção é continuar lá. Meu empresário recebeu algumas propostas, mas minha intenção é disputar pelo menos o Campeonato Carioca pelo Fluminense. Mas a vida é uma caixinha de surpresas, ninguém sabe o que pode acontecer até lá. Não dá para se ter uma resposta definitiva assim.

TB: Em 2003 você foi convocado para a seleção brasileira sub-15 e uma lesão te tirou de disputar o mundial. Como foi essa experiência para você?
Felipe:
Aconteceu tudo muito rápido. Eu fui jogar no Fluminense em agosto de 2002 e em maio de 2003 eu fui convocado para a seleção. Fiquei muito feliz com todas essas coisas boas acontecendo de repente. Mas quando eu estava treinando em Xerém, uma pancada nos trienos fez com que eu lesionasse meu tornozelo. Mesmos com tratamentos intensivos, não consegui me recuperar a tempo de viajar com a delegação da seleção para Portugal. Foi frustrante, mas valeu ter sido lembrado.




TB: Em 2006, você jogou um amistoso contra a seleção brasileira. Qual foi a sensação de ver de perto craques como Ronaldo, Ronaldinho e Kaká?
Felipe:
É outra coisa. Os caras jogam pra caramba, o ritmo é outro. E ver o talento e a habilidade desses craques que a gente só vê pela TV deixou o nosso time todo abalado. Além do mais, o seleção brasileira estava se preparanda para a Copa de 2006 e o clima era de tietagem total. Todo mundo do nosso time queria tirar fotos, pegar autógrafos, trocar camisas. Esse foi mais um sonho que o futebol realizou para mim.

TB: E quanto a projetos sociais?
Felipe: Na minha cidade tem muito gente que joga futebol fora, como o Walmir e o Mateus que jogam no Vasco, o Matheus que joga no Tupi, o Gulherme que está na Rússia, o João que joga na Turquia e mais cinco amigos meus que jogam comigo no Fluminense.
Todo final de ano a gente faz um jogo beneficente para arrecadar mantimentos para as famílias mais carentes. É pouca coisa. Mas tenho projeto de fazer um centro de recreação para crianças e jovens da periferia, com quadra de futebol, informática, refeições e aulas particulares.