terça-feira, 30 de junho de 2009

E o tablóide vira sensação

por Lucilia Bortone

Tentei resistir ao assunto Michael Jackson. Muito por concordar com o que a Isabel disse aqui no blog sobre a cobertura dada sobre a morte do "Rei do Pop". Depois, por achar um absurdo darem espaço para veículos sensacionalistas. E atrelado a isso darem crédito ao TMZ (2) e citarem o site/programa de tv em basicamente todo o tipo de reportagem.

Quem já teve a oportunidade de assistir na tv a cabo o programa do TMZ sobre os "bastidores da notícia" sabe muito bem como eles correm atrás de suas histórias.

Sim, falam do The Sun, do Daily Mirror mesmo todos sabendo que são tablóides sensacionalistas, mas essa informação nunca é omitida ou dada como óbvia demais.
No caso do TMZ isso não acontece. Das vezes que pude reparar, o TMZ foi poucas vezes classificado como tablóide ou site dedicado à cobertura da vida das celebridades.

Mesmo que a notícia da morte de Michael Jackson, dada pelo próprio TMZ – o "dono do furo" –, ter sido confirmada horas depois, me surpreendi ainda mais quando fiquei sabendo que a CNN conversou ao vivo com um repórter do TMZ. Logo a CNN, praticamente a última a confirmar a morte do cantor (cautela por ter sido o TMZ o primeiro a confirmar, mas depois falar com um de seus representantes ao vivo?)

Sem contar as capas e manchetes absurdas circulando pelo mundo (algumas bem interessantes, outras que só lançam a pergunta: diploma pra quê?)

A última do TMZ é a divulgação das certidões de nascimento dos filhos mais velhos de Michael Jackson. Alguma surpresa em ver o nome de Jackson como o pai e o nome de Deborah Rowe como mãe? Acho que não.


Class + Outrouts

Preparem-se fashion boys. O in é resgatar o clássico, e o ousar é brincar de ser menine. As novas temporadas de moda revelam essa tendência. Paris 2010 veio tão sóbria, com linhas retas, simetria, e o melhor: alfaiataria em tudo. As grandes casas revelaram o pouco provável, nada de estruturalismo nem tecidos arrojados. O velho e bom básico voltou, numa roupagem mais leve, com tecidos moles que marcam e fazem do corpo uma grande área de lazer. Enfim: tradicional + maduro = outono/inverno 2010.


U-NI-TY

Já para extravasar todos os conceitos e se inserir no mundo outrouts, vem com força total os menines. Não precisa ser gay, basta ser original. Mixar as araras e no final montar um night look é a grande brincadeira. Ser um pouco menino e um pouco menina. Não importa as quantidades, basta ser menine.
PS: muita cor, muito estrutura, muito corte assimétrico e o essencial muito glam.
JP Gaultier (Gaultier2)

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Não é assim que se faz

Por Thiago Menini

A partir do dia 1º de julho entrará em vigor à medida que proíbe o acesso a paginas na internet que envolvam conteúdos sexuais, mesmo que seja para fins científicos. Tal norma visa reforçar a campanha contra a pornografia no país.

Mais de 1000 endereços eletrônicos foram fechados, pois houve a alegação de serem vulgares ou pornográficos. Os sites que envolvem sexualidade poderão ser visitados somente por pesquisadores e profissionais de saúde.

O que espanta não é maneira autoritária como o governo chinês fez para fechar os sites e os argumentos usados, se é que algo precise de argumento para acontecer na China. Mas um país que possui uma população gigantesca e mantém o controle de natalidade sobre regras rígidas e ao que parece não é a melhor maneira de regular tal índice. Isto porque muitas vezes a população principalmente a rural não possui as informações de que precisa. E sem informação continuaremos a escutar os casos bárbaros que estamos acostumados a ouvir, sobre o que acontecem aos recém nascidos na China.

A proibição do acesso da população as informações que envolvam sexualidade prejudica o discernimento necessário para se pensar estas questões. O que pode afetar as gerações vindouras com relação a como realizar o controle de natalidade de forma eficaz e como se combater as doenças sexualmente transmissíveis.

A China nunca vai se tornar uma potência mundial agindo desta forma. É necessário dar mais espaço a população. Ou o governo chinês pensa que potencial econômico baseado em trabalho escravo é uma base sólida para um desenvolvimento. A história já provou que não. O que o povo precisa é de educação.

Orgulhemo-nos


Por P.H. Carpanês




Mais um ano chegou, e ela está ai. Mesmo com tantas dificuldades, com tanta falta de respeito, e fora do calendário, ela marcará presença em nosso ano. Alguns dizem que sua representatividade é nula; outros acham que é uma grande festa para divertir a população; tem aqueles, que dizem ainda, que é um desperdício de tempo e dinheiro; mas como em toda regra, há os que fazem coro e endossam sua oportunidade de inserção dos “marginalizados” e das minorias.
Todos esses questionamentos trazem à tona, uma série de discussões a respeito da temática que ela envolve. Uma coisa é fato, não será calados e vivendo cada um sua vidinha, que haverá conscientização. É importante sim, a manifestação daqueles que apóiam e ajudam a dar voz a todo sentimento de repressão e exclusão que muitos vivem diariamente. O pior confinamento que existe é aquele onde as celas são o corpo e o algoz a liberdade.
Vamos juntos marchar em uma única direção. Lançando nossos olhares a um futuro, onde todos sejam iguais perante ao grande símbolo, que é a sociedade. Nos libertando de todo e qualquer preconceito, próprio ou contra o outro. E por fim fazendo a paz e a felicidade reinar, pois o pior demônio é aquele que criamos para si.
Por isso, dia 16 de agosto de 2009, nos juntemos para elevar, não só o orgulho gay, e sim o orgulho de sermos brasileiros, de sermos uma raça colorida, repleta de diversidade étnica e cultural. De fazermos parte da nação do futuro, que se orgulha de ser como é.


Rótulos são para geléias

Rótulos são para geléias
Rachel Morandi

Não entendo porque pessoas insistem em rotular pessoas. Ninguém é cem por cento nada, gosta só de uma coisa. Por exemplo, Manoel, falando de sua namorada Joana: “Joana é morena de cabelos compridos, olhos pretos como jabuticabas, meio gordinha, mas uma graça. Sua banda preferida é Calypso, ela odeia comida japonesa. É bem-humorada, sempre gentil, quase uma 'mosca-morta”. Joana pode até ser assim na maior parte do tempo. Mas e se de um dia para o outro, Joana resolver deixar de ser mosca-morta, dá um pé na bunda em Monoel e resolve mudar de vida? Ela pinta o cabelo de loiro, bota lentes azuis, entra na academia, experimenta comida japonesa e adora, enche o saco de Calipso e passa a gostar de John Mayer, cansa de ser bobinha e aceitar tudo que fazem com ela e vira uma megera indomável?? Aí Joana terá que ser re-rotulada por Manoel.

Tá, ninguém muda assim do dia para a noite, as vezes nem tão radicalmente. Porém, nada impede que isso aconteça. Ninguém é cem por cento uma coisa e zero por cento outra. Ninguém é tão calmo que nunca fica nervoso, tão esperto que nunca se passa por bobo. Parece que ninguém nunca ouviu falar de Darwin! EVOLUÇÃO. O mundo evoluiu, evolui e continuará a evoluir. E por que as pessoas não? Ninguém fica parado no tempo. Se não, ainda iriamos ser fãs de Xuxa, Capitão Planeta, Tv Colosso e por aí vai.

É não é só a evolução que nos faz mudar. Em um mesmo instante, não podemos ser classicados por isso ou aquilo. Nossas atitudes e nossa personalidade muda conforme a situação. Quem é calmo, se muito irritado fica... nervoso. Logo, a pessoa é calma e... nervosa. Complexo, muito complexo. Mas as pessoas são assim.

Somos antônimos, ninguém é tão legal que nunca se passa por um chato. Ninguém é tão chato que em nenhum momento é legal. Ninguém é tão generoso que nunca foi um pouco egoísta, nem tão egoísta que nunca ajudou ninguém. Tudo depende. Você pode ser na maior parte do tempo, calmo, paciente, gentil, perfeccionista, pontual, certinho. Mas isso não quer dizer, que você é sempre assim, que você não possa ficar nervoso nunca, se atrasar, e resolver chutar o balde de vez em quando. Todo mundo tem várias faces, cada uma aparece por um estímulo.

Isso vale tanto para personalidade, quanto para gostos. A pessoa que gosta de axé e frequenta uma micareta, não faz isso 24 horas. Ela pode ser um estudante de Direito envolvido em causas sociais e escutar Djavan no carro. O que impede? Ele é menos micareteiro por isso? Lógico que não. Ele é menos inteligente por que gosta de correr atrás do trio nos finais de semana? Também não. O mais fiel dos devotos de uma Igreja pode gostar de Hardrock. Por que não? Uma coisa não impede a outra.

Nós somos pessoas, não somos fórmulas matemáticas: 2 + 2 = 4. Nós surpreendemos as pessoas, elas nos surpreendem, nós auto-surpreendemos. Fala sério, a vida seria muito chata se todo mundo seguisse uma lista de características e gostos e nunca nos surpreendesse. Tem coisa melhor que perceber uma coisa nova em alguém a cada dia? Essa é a graça do ser humano, essa é a graça de viver. Você não precisa se classificar em bom, ruim, chato, legal, feio, bonito, gordo, magro, intelectual, micareteiro, funkeiro. Você pode ser tudo isso ao mesmo tempo se quiser, cada um para uma situação.

Sou tantas que mal consigo me distinguir. Sou estrategista, batalhadora, porém traída pela comoção. Num piscar de olhos fico terna, delicada. Acho que sou promíscua. São muitas mulheres numa só, e alguns homens também. Prepare-se para uma terapia em grupo. Martha Medeiros em Divã.

Ufjf promete espetáculo no Vôlei


Por Renata Delage


Giovani Gávio, Márcia Fu, André Nascimento. A cidade de Juiz de Fora é reconhecida por revelar muitos talentos do esporte nacional, especialmente, do vôlei. E é pensando em dar continuidade a essa tradição que a UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) traz às quadras, através da Lei de Incentivo ao Esporte, seu time profissional de voleibol.
O projeto, que foi contemplado em 2008 com o valor de 1 milhão e 74 mil reais, está em fase de captação, ou seja, contribuição feita através do repasse de parte do Imposto de Renda. Pessoas físicas podem redirecionar até 6% do imposto devido, e pessoas jurídicas, até 1% da contribuição fiscal. Porém, segundo o professor de Educação Física da UFJF e coordenador do projeto Marcelo Matta, conseguir captar o montante é a maior dificuldade encontrada até então. Os patrocínios e apoios não vinculados à Lei também são poucos.
Em entrevista coletiva, Matta ressaltou a carência da cidade na área de esportes de alto rendimento. “Quando é convocado, o público comparece ao espetáculo esportivo, embora esteja mais habituado a espetáculos culturais”, disse. Mas para que isso aconteça, a torcida deve encontrar times competitivos. Além de berço de bons atletas, Juiz de Fora deve ser também palco destes espetáculos.
O time profissional de vôlei é composto por atletas da região e alunos da UFJF. Conta ainda com o reforço de cinco atletas de fora: Ricardo Perini, Fernando Costa, Paulo Marino, Júnior e Leonardo. E o maior desafio da jovem equipe é a Liga Nacional de Vôlei, na qual está inscrita no grupo V e já está disputando as duas vagas para a Superliga. “Sabemos que o plano de chegar ao alto nível no esporte será a médio ou longo prazo”, ressaltou, “Queremos visibilidade, a valorização do nosso produto esse ano”. Chegar à Superliga, elite do voleibol nacional, é a meta da equipe para os próximos anos.
A iniciativa é também um projeto de extensão da Faefid (Faculdade de Educação Física) da UFJF, envolvendo bolsistas e professores. “A Federal de Juiz de Fora é uma das marcas mais importantes da região e é interessante estarmos vinculados a ela”, afirma o coordenador. O projeto prevê ainda em seu aspecto social o atendimento de 100 crianças da comunidade através de aulas de vôlei.
“O vôlei já é muito praticado na região, e queremos que seja ainda mais através desse projeto”.

domingo, 28 de junho de 2009

EletroQueen

Por P.H. Carpanês

Nunca pensei em um dia escutar ou escrever algo sobre ela. Para os íntimos Stefani Joanne Germanotta, para o mundo Lady Gaga. A novaiorquina de 23 anos ganhou as paradas de sucesso pelo seu visual um tanto quanto exótico e por suas músicas eletrônicas com batidas chiclete. A princípio você acha que que é mais uma estrela pop fabricado pela indústria fonográfica. Mas na verdade, é uma cantora formada pela Universidade de Música de Nova York, que antes da se lançar escrevia músicas para PussyCat Dolls, Justin Timberlake e outros astros pops.
Seu CD por incrível que pareça, é uma junção de faixas com potencial para se tornarem grandes hits da noite. Com batida fortemente eletrônica, o álbum é contagiante e vai além disso, tem conteúdo, letras bem formadas que vão desde um amor perdido até a alto suficiência de cada um.
Incluindo os sucessos Just Dance, Love Game, Paparazzi e Poker Face, o disco de debut de Lady Gaga – The Fame – guarda também baladas (Again Again e Brown Eyes), nas quais a cantora pode mostrar sua voz sem computação e masterização. Para surpresa de muitos: Sim ela sabe cantar e sua voz é encorpada, vigorosa, altamente melódica e afinada. Ao vivo ela demonstra suas diversas facetas e que também não precisa de programas para afinar sua voz.

Confira a performance da cantora ao vivo da musica Poker Face em uma rádio britânica, e depois o video clipe da mesma.



(Poker Face ao vivo)



(Video de Poker Face)

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Por Isabel Miranda

Mal anunciaram a morte de Michael Jackson hoje e já podemos encontrar vários especiais do artista nos portais de notícias como G1, no jornal Folha de São Paulo online entre muitos outros, não podendo faltar é claro, nos blogs.

Este é o cenário perfeito para analisar a ferocidade da mídia quando o assunto é a disputa pela exclusividade e pela inovação, estratégias quase impossíveis na realidade atual, já que tudo que se veicula na internet é rapidamente divulgado e copiado por outras pessoas.

No caso de Michael, o que vimos é uma sucessão de informações clichês e de tentativas de se garantir a atenção e a simpatia do público, apelando muitas vezes para a comoção através de fotos do artista em vários estágios de sua vida. Desta forma, informações como a trajetória do cantor, histórias de sua infância e adolescência e claro, seus casos mais polêmicos estiveram sempre presentes nesses textos. No portal de notícias do “MSN especiais”, uma matéria sobre o cantor destaca os títulos: INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA, SUCESSO, ACUSAÇÕES, CASAMENTO E FAMÍLIA, MAIS CONTROVÉRSIAS, VOLTA POR CIMA?

A intenção do veículo é clara: atrair a atenção do público com informações objetivas, textos curtos, títulos chamativos e informações clichês. O diferencial está no tamanho da foto e da fonte que estampam as manchetes desses veículos. O que me impressionou foi a velocidade que essa informação se propagou pela net. Agora não será difícil prever as pautas dos jornais: cirurgia plástica, drogas, pedofilia, e muitos outros temas polêmicos que envolviam o cantor e que virão à tona, bem como os covers do cantor (vão surgir muitos por ai) e as piadinhas como essa que ouvi a pouco:
Qual a diferenca entre o Michael Jackson e a Disney ?
A diferença é que a Disney ainda consegue tocar algumas criancinhas

anemic cinema

Rodrigo Souza

Como se alguém ainda se importasse com isso, mas o Oscar agora vai ter, na categoria de melhor filme, não somente cinco, mas dez indicados. Isso foi anunciado há alguns dias no site da Variety.

“Ter 10 filmes indicados permitirá que os votantes reconheçam algumas das fantásticas produções que frequentemente aparecem em outras categorias mas são deixadas de fora na disputa pelo prêmio máximo”, disse Sid Ganis, presidente da Academia.

Claro, as fantásticas produções com certeza serão aqueles blockbusters vazios de conteúdo que venderem mais. Afinal, a cerimônia de premiação do Oscar tem passado por maus bocados no que se refere à audiência. A cada ano, a Academia apela para algo novo para chamar atenção.

Esse ano, por exemplo, obrigaram o coitado do Hugh Jackman a cantar e a dançar. Em anos anteriores, já apresentou-se no meio da platéia, as cenas de músicas foram espetacularizadas, enfim, tudo para chamar atenção.

O fato é que para grande parte do público americano o Oscar é um porre. A arrecadação na bilheteria dos filmes que estão concorrendo é infinitamente menor do que a de blockbusters. Se o cara não viu o filme, para que ver a premiação?

A arte, originalmente, tinha como objetivo a crítica da realidade. Ao retratar outras formas possíveis que não aquela vivida cotidianamente, ela porporcionava, através da fruição, mesmo que por alguns instantes, um certo sentimento de felicidade. No entanto, o que se vê hoje é um predomínio da forma. Quanto mais explosões, quanto mais efeitos especiais, quanto mais tiros e mais beijos românticos, melhor. Mas o que isso representa? Não importa. Vivemos em um tempo que a economia invadiu o âmbito da cultura.

Viva a pós-modernidade! Viva a cultura do dinheiro!

fait divers e outros valores-notícia

Rodrigo Souza

Acabaram de anunciar a morte de Michael Jackson, o rei do pop. Além dessa, a maioria das notícias na página principal do G1 são relacionadas a desastres, mortes, fatos extraordinários, curiosidades, fatos engraçados. Dilma anuncia fim de tratamento de quimioterapia, Justiça de SP concede outra liminar contra lei antifumo, Corpo de tripulante brasileiro do voo 447 é enterrado no Rio, Homem é preso de minissaia vendo filme pornô, Ladrão tenta vender cortador de grama ao dono, Cartas de amor de Edith Piaf são vendidas, É como uma gripe forte, diz jovem que teve o vírus.

Todas elas se enquadram nos valores-notícia que aprendemos na faculdade de comunicação, mas alguém já parou para pensar o porque de utilizarmos esses valores-notícia? Por que é o improvável que deve ser noticiado? O inédito? Por que o valor-notícia mais "alto" não pode ser o das reportagens que investigam problemas como os de corrupção e os de desvio de verbas nos governos? Ou sobre os problemas da violência nas cidades?

O problema com as notícias é que elas são cada vez mais superficiais. As boas reportagens não se encontram mais em jornais, mas em revistas específicas ou em livros-reportagem.

O anseio por novidades a cada instante é criado pela mídia, que tem como interesse fazer com que a população não critique o que vê, apenas absorva e esqueça no minuto seguinte. O que temos hoje é a experiência de choque, não mais fatos que nos fazem refletir.

Dessa forma, os valores-notícia são apenas um reforço ao sistema. O jornalista, que teoricamente exerceria a função de investigador da sociedade, de maneira a "melhorar o mundo", passa a apenas aceitar a realidade vigente. Não se vê nada de novo, apenas novidades. Nada é criticado. O interesse público é direcionado.

Na contra-mão

por Ludimilla Fonseca

Peter Sunde, um dos três suecos que fundaram o sistema de busca The Pirate Bay (TPB), virá ao Brasil em junho para participar do 10º Fórum Internacional de Software Livre (Fisl), que começou ontem em Porto Alegre, e vai até o dia 27 de junho.


Junto a Fredrik Neij e Gottfrid Svartholm Warg, Sunde ajudou a fundar o TPB em 2003, o buscador que congrega arquivos torrent para download de conteúdo multimídia e responsável por diversas polêmicas nos últimos meses.


Ao mesmo tempo, de acordo a página JavaFree.org, uma organização chamada “The Bats” lançou uma campanha virtual contra o Pirate Bay. “Alegando representar músicos e outros trabalhadores criativos, o grupo quer estender suas mensagens panfletárias para as ruas do mundo real. São flyers e pôsteres prontos para serem impressos, sem custo de download, além da principal arma do grupo: baratas camisetas contra a equipe de Peter Sunde e simpatizantes”.

“Mas a característica mais marcante da página comercial e do movimento é a ironia. Da mesma maneira que o The Pirate Bay diz não hospedar arquivos ilegais, já que apenas direciona para os endereços, a página dos morcegos avisa que “não provê downloads ilegais e não há camisetas hospedadas em nossos servidores". Eles justificam: "nós meramente provemos links para vendedores de camisetas” ”.


Em abril deste ano, os fundadores do TPB foram condenados (veja vídeos aqui), em primeira instância, a um ano de prisão pela justiça sueca, além de ter que pagar R$ 7,6 milhões por danos e prejuízos a industria fonográfica, cinematográfica e de jogos eletrônicos. Os suecos, no entanto, estão recorrendo (ou a palavra certa, seria apelando? ... ) e o site (graças a [D]deus e à luta pelo software livre) continua no ar.

Pegando o gancho na polêmica sobre a “queda” do diploma, aproveito para dizer que sou daquelas pessoas que acreditam que, assim como software, o jornalismo é livre (saiba mais aqui)!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Comédia de pé







Por Gabriela de Carvalho

Stand up comedy é uma expressão inglesa que significa um espetáculo de humor representado por apenas um comediante. O humorista geralmente se apresenta em pé sem nenhum tipo de cenário ou caracterização. O grande diferencial desse tipo de apresentação, é que o comediante não conta piadas conhecidas do público, o texto é original normalmente baseado em observações do cotidiano.
Observador, essa é palavra para definir o comediante Oscar Filho do programa CQC exibido na Band. Nesse domingo dia 21 de junho, ele fez uma apresentação de seu stand up no Cine Teatro Central em Juiz de Fora.
A incrível capacidade de tirar de situações do dia-a-dia um fato que para muitos passa desapercebido, e em cima disso, transformar em algo cômico, é o maior talento de Oscar Filho. Mas não só isso é a grande atração de sua apresentação. Sua forma de relatar, seu humor de certa forma até panachão, tornam o espetáculo mais atraente e divertido.
Nesse tipo de apresentações, o humorista se encontra totalmente desarmado, uma vez que não faz uso de nehum personagem para encarar o público e se encontra sozinho no palco. Cabe à ele então, controlar a pláteia de "cara limpa". E é com muita habilidade que Oscar se ajusta ao humor específico da pláteia e passa com naturalidade em cima dos imprevistos, como por exemplo, um holofote do teatro queimar durante sua apresentação. Ou então, controlar os mais "engraçadinhos" presentes que constantemente gritavam o chamando por seu apelido do programa - pequeno pônei.
Nessa próxima sexta-feira, é Marco Luque quem vem à Juiz de Fora fazer uma apresentação de stand up, infelizmente não poderei ir, e também não há como dizer se será tão bom quanto a apresentação de Oscar Filho, mas acredito que valerá à pena para quem puder ir de qualquer maneira.
Foram R$25,00 muito bem gastos, posso garantir.









Diversão para toda a família!

O pior pesadelo da Nintendo já é realidade. O videogame da família, Wii, se tornou um acessório só para maiores com um aplicativo muito singular desenvolvido pelo Team Dwiildo. Com o nome de Wiibrator, o programa funciona através do Homebrew Channel e faz o controle, hum, é, então, como eu posso dizer... Vibrar.

Os produtores sugerem o uso da Wiimote jacket - uma espécie de capa protetora de silicone - para o bem dos usuários, e adverte os gamers sobre os perigos de usar o programa junto com o
Wii Wheel (volante) ou o Wii Zapper (simulador de tiro).

Existem quatro níveis diferentes para garantir a diversão do usuário, uma demonstração da alta tecnologia empenhada na produção do brinquedo. Os criadores pensam agora no futuro do software, adiantando a possibilidade de adicionar à experiência um slideshow de imagens estimulantes, suporte à dispositivos de armazenamento de imagens via USB,
chat online e ainda, suporte multiplayer para até 32 jogadores ao mesmo tempo. O projeto é ambicioso, sem dúvida.

A idéia parece diferente demais para os conservadores quadrados de plantão, mas com certeza acaba com a solidão de qualquer pessoa e a rotina de qualquer casal.











Usem camisinha!

Por Luiza Vale de Lima

Mais Guitar Hero

GH para DS


por Ludimilla Fonseca


Polêmicas à parte, depois do sucesso que o Guitar Hero On Tour (game ritmico) teve no DS (o portátil da Nintendo), nada mais natural que a Activision lançar uma continuação. Aliás, ela já está quase pronta: vai se chamar Guitar Hero On Tour: Decades, e será lançada aqui no Brasil no dia 16 de novembro, de acordo com o site DS Fanboy.


Para jogar o Guitar Hero On Tour usa-se um acessório chamado Guitar Grip, que adiciona quatro botões ao console da Nintendo. Os botões são semelhantes aos da guitarra do Guitar Hero tradicional. Ou seja, o novo game terá a característica exclusiva de possuir um dispositivo que pode ser acoplado facilmente ao DS para imitar uma guitarra. Os quatro botões formam o mecanismo do jogo, segundo o qual, na hora certa, o gamer deve apertar o que for necessário e, ao mesmo tempo, palhetar na tela sensível com a stylus (uma pequena palheta que vem com o jogo).


A nova versão para DS, além do modo Carrera e do Multiplayer, terá mais dois Guitarristas exclusivos, além de que será possível dar autógrafos pela touchscreen. Outra novidade é a possibilidade de se conectar a outro DS para jogar de maneira competitiva ou cooperativa. Também há uma modalidade multiplayer com outras surpresas: um jogador, por exemplo, pode ter a infelicidade de ver tudo pegar fogo e, para apagar o incêndio, deve assoprar no microfone do DS.

Mas, com certeza, o que mais empolga é a nova playlist: segundo o site Videogamer.com, o jogo terá músicas famosas dos últimos 40 anos, e a seleção é muito variada: inclui desde Queen, até Red Hot Chili Peppers e Fall Out Boy. Incluindo ainda The Darkness, Foo Fighters, Smashing Pumpkins, Stone Temple Pilots e Weezer, a seleção é para nenhum nerd-pseudo-rocker botar defeito.


Confira aqui como será, de fato, o novo game: